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Apesar de resgate líquido em setembro, Tesouro Direto bate novo recorde em número de investidores

Além disso, pequenos investidores continuam ampliando a sua participação

Em setembro, foram realizadas 181.163 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor total de R$ 1,359 bilhão. As recompras totalizaram R$ 1,845 bilhão, dos quais R$ 1,2 bilhão (63,7%) foram referentes a títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais); R$ 380,5 milhões (20,6%) foram relacionadas ao título indexado à Taxa Selic (Tesouro Selic) e R$ 288,5 milhões (15,6%) a prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais). Houve, como resultado, resgate líquido de R$ 486,6 milhões. O estoque do Tesouro Direto fechou o mês de setembro em R$ 47,6 bilhões, com redução de 0,1% em relação ao mês anterior (R$ 47,7 bilhões) e aumento de 30,0% sobre setembro de 2016 (R$ 36,6 bilhões).

O acréscimo no número de investidores que efetivamente possuem aplicações foi de 10.390. Com isso, o número de investidores ativos atingiu 541.851, o maior patamar desde o início do Programa. O crescimento em relação a setembro do ano anterior foi de 56,0%. O acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 60.278, totalizando recorde de 1.662.449 participantes inscritos, o que representa aumento de 70,7% nos últimos 12 meses.
 
As aplicações de até R$ 1 mil representaram 56,0% dos investimentos realizados, com aumento de 27,4% em relação a setembro de 2016. Este foi segundo maior valor da série histórica, superado apenas pelo recorde registrado em agosto de 2017 (57,1%). Os investimentos de até R$ 5 mil corresponderam a 79,8% das vendas ocorridas no mês. O valor médio das operações no período foi de R$ 7.499,4. Esses resultados evidenciam a continuidade do processo de democratização do Programa, cada vez mais acessível a pequenos investidores.
 
O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 54,2%, no valor de R$ 735,9 milhões. É o segundo maior valor mensal vendido desse título na série. O primeiro, em março de 2017 (R$ 1,15 bilhão), coincidiu com vencimento desses papéis no valor de R$ 1,54 bilhão. Os títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 29,5% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 16,3%.
 
Em relação ao prazo, 18,3% dos investimentos foram feitos em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 78,3% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 3,4% do total.
 
Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume do estoque, alcançando R$ 29,2 bilhões (61,2% do total). Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 22,2%, e os títulos prefixados, com 16,6%.
 
A maior parte do estoque, 43,6%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 34,6% e os com vencimento acima de 10 anos, a 17,6% do total. A parcela com vencimento em até 1 ano (4,3%) é a menor desde dezembro de 2015.
 
O balanço completo do Tesouro Direto está disponível em https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/balanco-e-estatisticas