Emissões Soberanas

Desde 2006, as emissões de títulos públicos realizadas pelo Tesouro Nacional no mercado externo são fundamentadas em operações qualitativas, visando a obtenção de uma estrutura a termo de taxa de juros baseada na construção e consolidação de pontos de referência (benchmarks) de 10 e 30 anos no mercado global em USD, com maior liquidez e menores custos de captação para a República.  Adicionalmente, a República considera outros mercados para diversificar sua base de investidores e gerenciamento do passivo.  Por exemplo, o Tesouro Nacional já explorou a curva de juros em Euros, em Reais e em outras moedas, ocasionalmente.

O desenho da estratégia é consistente com o atual cenário macroeconômico, refletido em um risco-país reduzido e elevado nível de reservas internacionais, que tornou o País credor externo líquido. Essa combinação permitiu que a atuação brasileira no mercado externo deixasse de ter como principal objetivo o financiamento do balanço de pagamentos.

Dentre os benefícios trazidos pela nova estratégia está a possibilidade de obtenção, pelo setor privado, de financiamento internacional mais eficiente e com prazos mais longos. A existência de benchmarks líquidos facilita a emissão de títulos corporativos brasileiros, uma vez que torna o processo de precificação mais transparente, refletindo em custo de captação mais baixo, tanto para a República quanto para as empresas. Já as emissões externas em reais não representam risco cambial e são fundamentais para a construção de uma curva de juros externa de referência em moeda local, o que auxilia, em última instância, o desenvolvimento da curva prefixada doméstica de médio e longo prazos.

Nas recentes operações de captação externa, tem-se observado tendência de redução nos custos de financiamento, representados pelas taxas (yields) registradas no momento de suas emissões. A estrutura a termo da dívida externa brasileira também tem mostrado evolução, com diminuição das taxas cobradas pelos investidores em todos os pontos da curva ao longo dos últimos anos. Tais resultados comprovam o interesse dos investidores pelos ativos brasileiros e consolidam a nova posição do Brasil como emissor soberano no mercado internacional.

Saiba Mais

Relação atualizada das operações da República no mercado internacional
Informe sobre a Dívida Pública Federal externa
Informes sobre as Emissões Externas