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Fonte:
Título: “Com alta da Selic, especialistas indicam quais as melhores opções de renda fixa (UOL Economia – InfoMoney – 08/06/2011).”
Data: 08/06/2011
“SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou
agora há pouco a decisão de aumentar a taxa básica de juro (Selic) em 0,25 ponto
percentual, como já era esperado pela maioria dos analistas. Com isso, os juros
brasileiros foram elevados para 12,25% ao ano.
Dependendo do cenário econômico, os investimentos em renda fixa também podem ser
mais ou menos rentáveis. Por isso, conversamos com especialistas sobre as
melhores opções para este tipo de investimento no cenário atual.
Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, a alta de 0,25 p.p.
já estava precificada pelo mercado, por isso, as taxas prefixadas não são a
melhor opção no momento. “Hoje eu tenho preferência pelos títulos pós-fixados
atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Com eles, você tem a
proteção de uma possível aceleração da inflação no segundo semestre”, afirma o
Petrassi.
O especialista de renda fixa da XP investimentos, Bruno Carvalho, também enxerga
nos títulos pós-fixados atrelados à inflação uma boa alternativa para quem vai
investir pensando no longo prazo.
O profissional ressalta que, com este tipo de ativo, o investidor garante o
ganho real. “O seu dinheiro vai estar protegido ao longo do tempo, independente
do que acontecer com a economia. Se a inflação acelerar muito, não importa, o
rendimento vai seguir este aumento e ainda estará garantido mais um ganho real”,
afirma Carvalho.
Prefixados
Já para o gerente de renda fixa da Um Investimentos, André Mallet, o ciclo de
aperto monetário está bem próximo do fim, ou seja, é provável que o Banco
Central pare de aumentar as taxas de juros a partir das próximas reuniões.
“O BC veio aumentando os juros nas últimas reuniões com objetivo de segurar a
inflação, além de ter adotado outras medidas macropudenciais”, acredita.
Com isso, o profissional ressalta que o cenário está mais propício para a compra
de títulos prefixados. “Apesar do mercado já ter antecipado o movimento do BC e
os DIs (Depósitos Interbancários) já terem recuado bastante no mercado futuro,
já começa a ser interessante sair dos papéis pós-fixados e indexados à inflação
e partir para os investimentos prefixados. Isso porque os investidores vão pegar
a taxa 'gorda' ainda, ou seja, com toda a elevação que aconteceu ao longo deste
ano. E existe uma expectativa muito maior que esses juros comecem a cair no
médio prazo do que eles continuem subindo”, ressalta Mallet.
Títulos atrelados à Selic
Na opinião do vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de
Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, com o cenário
atual, de juros altos, as melhores opções são os títulos e fundos atrelados a
taxa básica de juros.
“Estamos em um cenário de juros subindo e a inflação caindo. Neste ambiente, o
melhor investimento são os fundos de renda fixa atrelados à Selic, os chamados
fundos DI. Isto porque o BC vai voltar a subir os juros agora e vai subir na
próxima reunião, então, inevitavelmente, quem estiver aplicado em fundo DI vai
ter este prêmio”, aponta.
Já de acordo com o especialista da XP, investir em produtos atrelados à taxa de
juros só vale a pena para quem vai aplicar no médio e longo prazo, e, nesses
casos, também é preciso ficar atento à tributação, para que a rentabilidade não
seja anulado pelos impostos.
“No médio e no curto prazo, até por conta dos recentes aumentos da Selic, o
investimento poderia estar atrelado ao CDI (Certificado de Depósito
Interbancário)".
Onde investir
Existem várias maneiras de investir em renda fixa. Uma delas é por meio dos
fundos de investimentos, onde os próprios gestores do fundo montam a carteira
comprando títulos e outros ativos. Neste caso, é cobrada uma taxa de
administração por este serviço.
Existe também a possibilidade do próprio investidor comprar títulos públicos por
meio do Tesouro Direto. As taxas geralmente são menores e é necessário ter
cadastro em alguma corretora de valores. Confira os principais títulos*
disponíveis para compra:
• LTN - Letra do Tesouro Nacional - Título com rentabilidade definida (taxa
prefixada) no momento da compra. O pagamento é único e feito na data de
vencimento do título ou de seu resgate;
• LFT - Letra Financeira do Tesouro - Título com rentabilidade diária
vinculada à taxa de juro básica da economia (taxa Selic, taxa média das
operações diárias com títulos públicos registrados no sistema Selic). O
pagamento é único e feito na data de vencimento do título ou de seu resgate;
• NTN-B - Nota do Tesouro Nacional, série B - Título com rentabilidade
vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da
compra. O pagamento de cupom de juros é realizado semestralmente e o valor
do título é pago na data de seu vencimento ou de seu resgate;
• NTN-B Principal - Título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA,
acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento é único e
feito na data de vencimento;
• NTN-F - Nota do Tesouro Nacional, série F - Título com rentabilidade
prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento de
cupom de juros é realizado semestralmente e o valor do título é pago na data
de seu vencimento ou de seu resgate.
*Fonte: site do Tesouro Direto “
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